Cusco é um lugar onde mistérios e experiências pouco exploradas trazem uma satisfação única para quem visita seus cantinhos acolhedores. Uma verdadeira caixa de pandora para os amantes da aventura e, ao mesmo tempo, um valioso tesouro da cultura peruana. Um destino que, sem dúvida, tem muito a oferecer — especialmente para quem ama trekking e desafios na natureza.

Chega de preguiça, levante-se! É hora de colocar seus próprios limites à prova e se aventurar, não nas profundezas… mas sim, nas alturas de Cusco!

Agora vamos te contar um pouco sobre o que espera por você nessa jornada até o Apu Mama Simona: como chegar, em quais épocas visitar e o que você pode encontrar por lá!

Como posso chegar de forma segura?

Se você quiser chegar até esse ponto, primeiro precisa estar na cidade imperial de Cusco, pois só de estar no centro histórico já posso te contar que você está bem pertinho. Em seguida, o segundo passo é se dirigir até a comunidade de Quishuarcancha. Para isso, vamos te mostrar três formas seguras de chegar até lá, levando em conta o seu orçamento:

Forma Econômica

  • Se você estiver na Plaza de Armas (Praça Maior) de Cusco, siga até o ponto de ônibus Almagro, que fica bem pertinho do seu ponto de partida (Plaza de Armas).
  • Já no ponto, pegue um ônibus da empresa de transporte urbano C4M — ônibus vermelhos com amarelo — e desça no ponto Antonio Lorena. A partir daqui, você pode pegar uma combi, o que deixará sua viagem bem mais econômica.
  • Dependendo do trânsito, a viagem pode levar de 45 minutos ou mais. Importante: o ônibus que você vai pegar segue em direção a Ccorca, um destino mais distante do que o planejado para chegar ao Apu Mama Simona. Por isso, peça ao motorista para te avisar quando chegar na comunidade de Quishuarcancha.

Forma Semi-econômica

  • Siga os dois primeiros passos da forma econômica.
  • No ponto Antonio Lorena, em vez de pegar uma combi, você pode optar por um táxi ou carro coletivo, pedindo para te levar até a comunidade de Quishuarcancha. O preço será um pouco mais alto, mas ainda menor do que a próxima opção.

Forma Confortável

Essa é a forma mais cômoda porque, caso você se confunda com os pontos mencionados antes, pode contratar direto do centro histórico o serviço de um carro particular para te levar até a comunidade de Quishuarcancha. Claro que a viagem sairá bem mais cara, mas se você prioriza conforto, provavelmente será a melhor escolha.

Não importa qual das formas você escolha para chegar a Quishuarcancha, porque uma vez na comunidade sua aventura continua.

Já em Quishuarcancha, basta seguir em direção à montanha que você verá no lado noroeste. O caminho está sinalizado, mas, para garantir que você siga pela trilha certa, preparamos o seguinte mapa:

Apu Mama Simona

Com certeza você já ouviu falar de alguns Apus, como o Huanacaure, o Pachatusán ou o majestoso Ausangate. Mas existe um guardião andino pouco comentado, cuja importância é imensa: o Apu Mama Simona, que se ergue imponente a 4342 m de altitude.

O que torna este Apu único é o formato peculiar do seu cume, onde é possível distinguir naturalmente na rocha o rosto de uma mulher. Segundo a tradição, os incas perceberam que todos os Apus que cercavam Cusco tinham caráter masculino, por isso impregnaram em Mama Simona a essência e a proteção feminina, alcançando assim o equilíbrio espiritual do império.

Hoje em dia, essa figura ainda pode ser vista de diferentes pontos de Cusco, como a Plazoleta Regocijo ou, de forma mais clara, desde Sacsayhuamán. Mas nada se compara a contemplá-la de perto em um tour, rodeado pela paisagem andina e pela energia mística que envolve essa montanha.

Considerada protetora e sagrada, Mama Simona ainda é palco de oferendas e rituais à Pachamama, o que faz da visita não apenas um deleite visual, mas também uma experiência profundamente espiritual, conectando o viajante com a cosmovisão andina e a força feminina dos Andes.

Quando visitar este lugar?

Você provavelmente já tem experiência em planejar suas viagens — que horários escolher, quais dias ir, o que levar, etc. Mas deixa eu te contar, como um bom cusquenho, que planejar em Cusco também envolve conhecer bem o destino. E o Apu Mama Simona não é exceção.

Essa montanha sagrada é um local de culto e, se você a visitar nas temporadas de julho e agosto, poderá entender por que o Deus Sol, Inti, era tão venerado na cidade imperial de Cusco. Isso em relação ao clima. Agora, falando do aspecto espiritual, aqui costumam ser realizados rituais e oferendas à Mãe Terra, com o propósito de garantir boas colheitas durante o ano. Um dos rituais mais importantes é o Haywarikuy.

Essa festividade, celebrada todo 1º de agosto, representa o ano novo andino, rendendo culto à Pachamama (Mãe Terra) e agradecendo tanto pelas colheitas do ano anterior quanto pelas que ainda estão por vir. Por isso, a melhor recomendação é que você visite esse lugar em 1º de agosto. Assim, vai levar um prêmio em dobro: poderá ver danças, rituais e, claro, contemplar o imponente Apu Mama Simona.

El Majestuoso Apu Mama Simona — ¡lugares que no conocías!
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Misterios en Cusco: ¿Mitos que aterrorizan?

Você provavelmente já ouviu as histórias mais famosas de Cusco, talvez contadas durante a sua visita à cidade.
Mas deixa eu te contar uma coisa: isso é só a ponta do iceberg andino! Existem histórias, contos, lendas e relatos únicos que destacam muito mais do que apenas a origem, a ciência ou milênios de antiguidade.

Neste trecho, vamos te contar histórias que apenas os moradores da cidade de Cusco conhecem.
Será que você vai ficar horrorizado? Ou será que é daqueles apaixonados por terror, mistério e suspense…? Vamos descobrir! Mergulhe fundo nas histórias cusquenhas e aproveite esta coletânea que preparamos — será seu ingresso para o mistério dos Andes!

Você sente curiosidade pelos vídeos de explorações urbanas? E… o que será que dá aquele toque assustador às explorações? A resposta é simples: o medo que a escuridão inspira.
Deixa eu te contar: há um tempo, em Cusco, era comum que várias áreas não tivessem luz elétrica. Isso tornava a escuridão um verdadeiro desafio — e só os mais corajosos se arriscavam nessas condições.
Cada avenida, rua, viela e até mesmo praças tinham pouquíssima iluminação, e isso sem contar que os postes antigos emitiam uma luz fraca e alaranjada.

Foi a partir desse cenário que surgiram as lendas, histórias, contos e relatos que, naquela época, assustavam muita gente.

Se você está de visita em Cusco e quer levar mais do que uma simples experiência turística, dá uma olhada nessas lendas icônicas que aterrorizavam as zonas alto-andinas da região. Entre elas está:


O Mistério do Pishtaco

Misterios en Cusco: ¿Mitos que aterrorizan?

Esse nome, originário de Ayacucho, se espalhou até os cantos mais obscuros de Cusco.
O Pishtaco, cujo nome vem do quechua “pishtaku” e em espanhol significa “cortar em pedaços”, é representado como uma pessoa cujo objetivo era algo tanto humano quanto industrial: essas pessoas se dedicavam a extrair a gordura corporal de suas vítimas.

Segundo alguns historiadores, os pishtacos existiram desde a época da conquista do Peru. No entanto, sua presença foi mais notável nos anos 80. Durante esse período, o desenvolvimento de armas no Peru era crucial, e a gordura humana era extremamente valiosa, usada para fabricar cápsulas de munição e até instrumentos como sinos. É aí que os pishtacos entravam: eles forneciam a gordura necessária às empresas em troca de grandes quantias de dinheiro.

Os lugares que eles frequentavam eram as zonas alto-andinas, pois naquela época não havia tanta segurança como hoje. Além disso, há registros de que a quantidade de gordura extraída pelos pishtacos, no auge da prática, foi altíssima — chegando até a ser exportada para fora do Peru.

É por tudo isso que as pessoas temiam os famosos pishtacos, já que ninguém queria cruzar com um deles na rua.
Hoje, essa história se transformou em uma lenda que ainda gera muita curiosidade, comoção e medo — inclusive entre os próprios moradores — tornando esse mito uma verdadeira fusão entre realidade e terror!

A seguir, te contamos uma história local e envolvente sobre essa lenda:


O Pishtaco de Salkantay

Misterios en Cusco: ¿Mitos que aterrorizan?

Conta-se que um tropeiro viajava junto com sua esposa e suas quatro mulas, enquanto guiava dois turistas pela rota de Soraypampa, caminho que conecta a montanha Salkantay à cidadela de Machu Picchu. Ao terminar o trabalho, ele e sua esposa começaram o caminho de volta para casa; no entanto, já estava ficando tarde e a escuridão começava a envolver a paisagem. Diante desse imprevisto, decidiram pegar um atalho chamado Manchayhuayo — cujo nome significa “caverna que assusta” —, localizado perto da passagem de Salkantay. Apesar da má fama, esse caminho permitiria que chegassem mais rápido ao lar.

Ao chegarem a Manchayhuayo, o casal parou em frente a uma caverna, quando de repente ouviram uma voz que vinha de trás. Era o temido Pishtaco, pronto para cometer sua maldade. Aterrorizados, os dois ficaram paralisados. No entanto, ao ver a mulher, aquela figura sinistra ficou encantada com sua beleza. Então, com voz grave, perguntou ao tropeiro:

— Ei, amigo… quer continuar vivo?

O tropeiro, confuso e assustado, apenas assentiu. O pishtaco, sem rodeios, propôs:

— Se quiser sair daqui com vida, vai ter que me deixar sua esposa. Só assim você será livre.

O homem, com o coração partido, se aproximou da esposa e sussurrou em seu ouvido:

— Se não obedecermos, ele vai matar nós dois… e nossos filhos ficarão sozinhos. Prometo que voltarei por você, meu amor.

Com lágrimas nos olhos, entregou sua esposa ao pishtaco e disse:

— Está bem, senhor… deixarei minha esposa com você.

O pishtaco, satisfeito com sua vitória, levou a mulher e uma das mulas para sua toca: a caverna. Lá dentro, a mulher observou horrorizada algumas panelas, uma faca afiada e um balde com água. Quando chegou a hora de dormir, ela se deitou na cama do pishtaco e disse com voz suave:

— Quando durmo com meu marido… ele não veste nada.

O pishtaco, com um olhar malicioso, obedeceu. A mulher falou novamente:

— Por favor, traga um balde com água.

O pishtaco respondeu, meio confuso:

— Mas… o rio fica longe, e já está de noite.

Ela insistiu, com um ar de decepção:

— Meu marido sempre vai buscar água, não importa o frio ou a escuridão…

Querendo impressioná-la, o pishtaco saiu nu em direção ao rio. Mas não percebeu que, antes de ele sair, a mulher havia pegado a faca e feito um corte bem pequeno no fundo do balde. O pishtaco voltou com o balde, mas ele estava vazio. Voltou ao rio várias vezes, sem entender por que a água “desaparecia”.

Enquanto ele repetia o trajeto, a mulher aproveitou para fugir silenciosamente. Quando o pishtaco notou sua ausência, gritou furioso:

— Aonde pensa que vai, traidora?!

Correu atrás dela, mas o frio, a nudez e a água escorrendo por suas pernas entorpeceram seu corpo. Quando estava prestes a alcançá-la, escorregou por um penhasco e caiu no vazio.

A mulher conseguiu voltar para casa e se jogou nos braços do marido em meio a lágrimas, tendo escapado do horror. O pishtaco, por sua vez, não sobreviveu. Ferido, nu e sem ajuda, morreu na escuridão de sua própria caverna.


O que achou dessa história? Interessante, né? Relatos como esse fazem parte do legado oral de lugares como Salkantay, Cusco e suas comunidades andinas. Se estiver visitando a região, não deixe de perguntar ao seu guia sobre essas lendas; você vai descobrir um lado do Cusco que poucos conhecem… o lado misterioso dos Andes.

A Lenda do Kharisiri

Misterios en Cusco: ¿Mitos que aterrorizan?

Você vai se surpreender ao saber que o temido Kharisiri guarda uma semelhança inquietante com os pishtacos. No entanto, sua história tem um tom mais espiritual e está profundamente enraizada na cosmovisão andina. O termo “Kharisiri” era usado pelos povos indígenas para se referir a certos frades, que eram considerados “nigromantes perigosos”. Essa visão vinha de práticas incompreendidas que eles associavam ao ocultismo e à manipulação de forças sobrenaturais.

Os moradores das regiões alto-andinas afirmam que o Kharisiri também se assemelha aos condenados, espíritos errantes que vagam pelas cordilheiras e vulcões, espalhando medo entre aqueles que ousam cruzar seu caminho. Assim como os pishtacos, os Kharisiris extraíam a gordura de suas vítimas, especialmente da região próxima aos rins. Embora o propósito exato dessa extração seja desconhecido, acredita-se que ela esteja relacionada a rituais de natureza espiritual, mais do que apenas física ou econômica.

O mais perturbador é que as vítimas que diziam ter sido atacadas não apresentavam cicatrizes visíveis, nem feridas nem sangramentos. Mesmo assim, seus corpos começavam a perder peso, enfraqueciam lentamente, como se tivessem perdido sua essência vital.

Dizem que o Kharisiri agia com discrição, usando um pequeno sino para chamar o espírito da vítima. Em seguida, com uma lanterninha, iluminava o lado direito do abdômen para fazer a extração na escuridão. Por fim, passava uma imagem da Virgem dos Remédios sobre a área afetada enquanto recitava uma oração, provocando uma cicatrização imediata e mágica.

Esses detalhes reforçam a teoria de que os Kharisiris tinham um objetivo mais espiritual do que material, como se consumissem a alma de suas vítimas, deixando apenas um corpo vazio. Nas alturas de San Salvador, Piñipampa e outras localidades cercadas por montanhas majestosas, os moradores garantem já ter visto uma forma ainda mais assustadora dessas entidades: as “ovelhas negras”, espíritos condenados que vagam eternamente pelos montes.

Sem dúvida, todas essas informações são fascinantes, mas ouvir uma história local contada ao redor de uma fogueira ou em uma noite sem lua pode despertar a imaginação e te levar ao mais profundo horror do desconhecido.


A misteriosa ovelha negra

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Ninguém sabe ao certo quando aconteceu, mas essa história foi contada pelo meu avô:

Há muito tempo, no povoado de Chalqui, especificamente na mística Torre de Chalqui (Espinar, Cusco), as famílias não seguiam um padrão convencional. Nessas zonas altas, a pobreza e os problemas familiares eram frequentes e quase inevitáveis.

Uma dessas famílias era composta por um pai, sua esposa e dois filhos. Nela, as brigas eram constantes, principalmente por causa da falta de trabalho e da desesperadora escassez de dinheiro. Um dia, uma dessas discussões chegou a tal ponto que o homem, tomado pela raiva, gritou:

— Estou farto de brigar com você! Vou dormir no cemitério, os mortos me dão mais paz do que você!

Ao que a mulher, sem pensar duas vezes, respondeu:

— É mesmo? Pois vá! E se você não for capaz de arrumar um emprego, tomara que alguma alma penada te arranje um.

Cego de raiva, o homem pegou sua bicicleta e foi até o pequeno cemitério, a um quilômetro de distância. Uma vez lá, tirou uma garrafinha de licor e começou a beber, enquanto o frio da noite caía sobre ele. Usando a jaqueta como cobertor, deitou-se sobre um antigo caixão e, pouco a pouco, caiu em um sono profundo.

Mas aquela noite não foi como as outras. Enquanto dormia, seu corpo se mexia levemente, e sua mente foi invadida por um sonho estranho: um enorme saco preto se aproximava lentamente. Mas não era um simples saco… ele falava.

— Veio procurar trabalho? Está atrapalhando minha soneca…

O homem não conseguia acordar. O saco se aproximava repetidamente, dizendo a mesma frase, até que, finalmente, disse algo diferente:

— Você acha que está sonhando?… Amanhã a gente se vê logo cedo.

Nesse instante, o homem acordou assustado. Ao seu redor, o sol começava a aparecer timidamente no horizonte, e o efeito do licor já havia passado. Aterrorizado e arrependido, murmurou:

— Que sonho horrível eu tive… Minha esposa… Meus filhos!

Sem perder tempo, pegou a bicicleta e começou o caminho de volta para casa. Já na estrada, cruzou com uma ovelha negra que vagava sozinha, sem rebanho nem pastor. Foi então que, movido pelo remorso e pela necessidade, pensou:

— Se eu levar essa ovelha, minha esposa pode se acalmar e teremos comida. Obrigado, meu Deus!

Amarrou a ovelha nas costas com uma corda e, agradecido, murmurou:

— Muito obrigado, ovelhinha! Você vai estar deliciosa para minha família.

Mas quando se aproximava de um precipício perto da Torre de Chalqui, uma voz sussurrou no seu ouvido:

— Aonde você está me levando?… Acha mesmo que vai me comer? Por que desviou meu caminho?

O homem ficou paralisado. Não havia mais ninguém por perto, e a voz vinha exatamente das suas costas… onde estava a ovelha.

— Acha que vai me comer? Eu é que vou te comer. Quando chegarmos na sua casa, vou devorar sua alma… e a da sua esposa.

Tomado de pavor, o homem soltou a corda como pôde e lançou a ovelha no precipício. Depois, montou na bicicleta e fugiu sem olhar para trás, com o coração disparado e a alma encolhida de medo.

Segundo os moradores do povoado, duas semanas depois, aquele homem faleceu de causas desconhecidas.


As tradições peruanas estão cheias de relatos em que os animais representam forças espirituais, sejam protetoras ou entidades malignas. Esse tipo de história nos lembra do profundo respeito que devemos ter pela natureza, pelos animais e pela Pachamama, pois no mundo andino, todo ser e todo lugar guarda um espírito.

O Machu e a Paya: um mito local

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Você se considera – ou já disseram que você é – uma mulher muito bonita? Se for o caso, preciso te contar que seus admiradores, fãs… e até seus perseguidores, não são os únicos que estão atrás de você.

Na cidade de Cusco, desde tempos antigos, circulam histórias que arrepiam a alma. Uma delas é sobre o temido Machu.

Machu, palavra quechua que significa “o velho”, não se refere apenas a um ancião, mas sim a um espírito maligno com forma de homem, que anda por aí à procura de mulheres bonitas. Segundo a tradição oral, esse ser não caminha entre os vivos de forma comum. Ele aparece nos sonhos, quando o corpo está dormindo e a alma fica vulnerável.

Dizem que o Machu se apaixona com facilidade por mulheres belas, e seu objetivo é deixar sua “semente” em alguma delas. Muitas afirmam já ter sonhado com um homem alto, completamente vestido de preto e usando um chapéu que esconde parte do rosto. Nos sonhos, elas tentam fugir, correr, gritar… mas nada adianta. O corpo fica paralisado e a voz, presa na garganta.

Não se sabe muito sobre a origem desse ser. O que é certo é que a sensação de vê-lo — ou senti-lo — é aterrorizante. Muitas mulheres ficam com traumas psicológicos e um medo difícil de esquecer.

Agora, se você é homem e se acha bonito, também não está a salvo dessa ameaça. Existe também uma figura chamada Paya, outro espírito andino cujo nome, em quechua, significa “a velha”. Assim como o Machu persegue mulheres, a Paya procura homens atraentes, que ela visita à noite enquanto dormem. Ela se arrasta até eles, os observa, os toca… e às vezes tenta até “possuí-los” espiritualmente.

Mais de um cusquenho já contou experiências com essas entidades. Então, se algum dia ouvir histórias assim entre os moradores locais, não ache que é apenas superstição. Pode ser um aviso…

E agora, deixa eu te contar uma história real sobre um desses encontros…


O filho do Machu

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Há muito tempo, na província de Chumbivilcas (Cusco), havia uma mulher extremamente bonita e desejada, especialmente pelo prefeito da cidade. Essa mulher não era fácil de conquistar, pois tinha seus objetivos bem definidos — um deles era se formar e se tornar uma profissional. Isso, claro, não agradava ao prefeito, que vivia prometendo a ela um futuro lindo e próspero se aceitasse ficar com ele. Mas ela não cedia, mesmo diante de tantas ofertas tentadoras.

Um dia, enquanto conversava com a mulher, o prefeito tirou um anel com um diamante enorme e pediu ela em casamento. A mulher respondeu:

— De onde você tirou isso? Não acha que está exagerando?

O prefeito insistiu:

— Faço tudo pela mulher mais linda do mundo! Aceita esse anel e seja minha esposa!

A mulher, então, deu uma risada irônica e disse:

— Pode me trazer a lua ou mil diamantes, eu não vou aceitar. Você não entende o que eu quero.

O prefeito, visivelmente irritado, lançou um olhar estranho e disse:

— Tudo bem. Se não for hoje, será amanhã…

E ela, se afastando, respondeu:

— Nem amanhã, nem nunca!

O que ela não sabia era que havia despertado a fúria do prefeito… sem imaginar quem ele realmente era.

Naquela noite, enquanto dormia, sonhou com um homem que a chamava dizendo:

— Rejeitou meu amor… rejeitou! Agora terá que aceitar minha bênção…

A mulher acordou assustada e, ao se examinar, viu que seu ventre estava como o de uma gestante de nove meses. Para sua surpresa, estava em trabalho de parto — sem saber quem era o pai ou como tinha chegado àquela situação. Quando o parto terminou, as enfermeiras começaram a gritar, horrorizadas. O motivo? O bebê recém-nascido tinha chifres e rabo!

Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com a criança, mas, desde então, as mulheres bonitas passaram a tomar mais cuidado. Dizem que a protagonista dessa história enlouqueceu. E o prefeito… desapareceu. Descobriram, depois, que ele era na verdade o Machu.


As histórias sempre trazem algo interessante — às vezes tradições, outras vezes costumes. Se você estiver visitando a cidade de Cusco, aproveite para conversar com os moradores locais. Eles vão te dizer que o Machu existe, e que, se você mora em Cusco e quer se proteger dele, deve dormir com uma faca de cozinha debaixo do travesseiro. Só assim, dizem, você pode se livrar desse espírito. Outra recomendação é dormir vestindo uma roupa masculina. Isso fará o Machu acreditar que há um homem na casa — e ele vai embora. Os homens são considerados guardiões nas regiões andinas altas. Então… valorize seu marido, se tiver um!

Como foi mencionado neste relato, são crenças que você pode ou não seguir. Mas lembre-se: o Peru também oferece o chamado Turismo Místico, que associa hábitos, oferendas e tradições à presença de divindades — tanto boas quanto ruins.

O Mistério dos Apus

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Se você chegou até aqui, é bem provável que já tenha ouvido falar sobre os Apus, espíritos sagrados guardiões de lagos, da flora, da fauna e da agricultura. Na verdade, suas origens são consideradas um atrativo místico e cultural dentro da história. Mas, se revelarmos o mistério que guardam, você vai perceber que “um grande poder exige um grande sacrifício“.

O poder dos Apus é raramente questionado, pois não se sabe ao certo de onde ele vem. Para tentar explicar, existe a hipótese de que os Apus são seres que ficam tristes ou felizes, dependendo de como está o ambiente ao redor daquilo que protegem. Alguns moradores locais afirmam que os Apus eram pessoas comuns que passaram por um acidente muito específico — e sobreviveram. Os raios, nas regiões andinas mais altas, durante a temporada de chuvas, são extremamente frequentes e carregados de energia. Já imaginou ser atingido por um raio? Pois bem, deixa eu te contar: essa é justamente a origem dos Apus. Eles são pessoas que, por obra do destino, foram atingidas por essa poderosa descarga elétrica e conseguiram sobreviver.

Essas pessoas, ao sobreviverem a essa força extrema, ficaram cheias de energia e passaram a sentir tudo ao seu redor: desde o canto dos pássaros até os rugidos das placas tectônicas. Por isso, tornaram-se guardiões das montanhas e de tudo o que as rodeia.

Os Apus decidiram então se mudar para o topo das montanhas para proteger, além da própria montanha onde vivem, tudo o que está ao seu redor. Talvez por isso você perceba que a incidência de raios nas cidades é menor, enquanto nas zonas altas dos Andes, especialmente nas grandes montanhas, os raios caem o tempo todo.

Jarjacha: Lenda Andina das Alturas

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Você chegou a uma das partes mais assustadoras dessa jornada, porque falar dessa criatura na mitologia andina é sentir o próprio terror da escuridão nos Andes. Existem até filmes que explicam o que são os jarjachas, mergulhando o espectador em um ambiente sombrio e arrepiante. Um desses filmes é Jarjacha, o demônio do incesto.

Os jarjachas vêm dos povoados mais distantes de Ayacucho e se espalham pelas regiões altas do sul do Peru. Essas criaturas têm a aparência de uma lhama com rosto humano e costumam vagar pelos Andes durante a noite. A origem desses seres está ligada a um pecado específico: o incesto. Esse pecado, nas zonas andinas, traz como consequência uma maldição: vagar no corpo de uma lhama até ser devorado por seu carrasco — o puma.

Com o tempo, os jarjachas se tornaram astutos, fugiram das montanhas e aprenderam a andar entre as pessoas do povoado durante a noite. Dizem que quem se depara com um jarjacha pode sofrer um infarto, pois só de vê-lo, o medo é tão grande que é impossível não ficar paralisado. Dizem que as pessoas que vivem nessas regiões são “calejadas”, sem medo — mas mesmo assim, até elas acabam dominadas pelo terror que esse ser provoca.

Segundo relatos de quem já se encontrou com um jarjacha, a única forma de se proteger é carregar um espelho. Esses seres não suportam ver seu próprio reflexo, pois isso os coloca em um transe profundo, lembrando-os do que eram e do que se tornaram.

Existe um problema sério nos povoados onde um jarjacha aparece: se eles tentarem matar essa criatura, ela voltará para se vingar em uma forma ainda mais terrível — o que os moradores chamam de “demônio”. Essa entidade aparece como uma figura espectral coberta por um manto negro, buscando vingança. E sim, é ainda mais assustadora para quem cruzar o seu caminho.


No filme que mencionamos, você poderá sentir esse terror, felizmente… apenas pela tela.


Chincana Grande: Mistério em Sacsayhuamán

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

É de conhecimento geral que a imensa fortaleza de Sacsayhuamán é considerada um centro cerimonial, cujos segredos e mistérios vêm sendo revelados com o passar do tempo. Mas a Chincana Grande guarda um dos enigmas mais fascinantes de todo esse complexo arqueológico.

Provavelmente, durante seu passeio por Sacsayhuamán, você chegou até uma enorme rocha posicionada sobre um antigo caminho, do qual restam poucos vestígios. Pois bem, essa rocha atua como um selo que cobre uma série de catacumbas repletas de mistério e enigmas. Conta-se que, quando essa entrada ainda estava aberta, muitas pessoas se perderam tentando explorar seus corredores e galerias subterrâneas.

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"
Antiga entrada para Chincana Grande

Como mostrado na imagem anterior, antigamente havia uma entrada com escadas bem definidas. No entanto, por questões de segurança e devido ao número crescente de desaparecimentos, decidiu-se selar a passagem com essa enorme rocha.

E agora, prepare-se: vamos te contar uma história que, sem dúvida, vai chamar — e muito — a sua atenção:


A lenda do milho de ouro

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

A história remonta aos anos 80, quando a Chincana ficou famosa porque aqueles que se aventuravam em seu interior costumavam desaparecer. Isso despertou a curiosidade de três estudantes que, junto com os moradores das áreas vizinhas a Sacsayhuamán, decidiram explorar as catacumbas localizadas além da Chincana Grande.

No dia da exploração, os moradores amarraram uma corda longa e resistente enquanto os estudantes avançavam pelos corredores. Eles adentraram as áreas mais profundas até que, em certo ponto, a corda foi cortada de dentro da Chincana, deixando os estudantes completamente perdidos.

Eles andaram em círculos, envolvidos pela escuridão do desconhecido. Em uma tentativa desesperada de conseguir ajuda, um deles decidiu voltar sozinho, deixando os outros dois esperando. Mas, no caminho, se perdeu e nunca mais foi visto. Enquanto isso, os outros dois, ainda aguardando ajuda, avistaram à distância um imponente inca que cuspia fogo pela boca e tinha os olhos em chamas… Um dos estudantes não suportou o terror e sofreu um ataque cardíaco. A Chincana Grande foi seu destino final.

O último estudante correu sem parar, e em meio à fuga encontrou uma grande quantidade de ouro. No entanto, mais do que o desejo pelo ouro, foi o medo que o impulsionou. Como pôde, pegou uma espiga de milho feita de ouro e a levou consigo.

Passou muito tempo e os estudantes foram dados como desaparecidos. Um dia, enquanto uma missa era celebrada normalmente no convento de Santo Domingo, o padre ouviu batidas em uma porta desconhecida. Ao abri-la, teve uma grande surpresa: quem batia era um homem em estado deplorável, desnutrido, com uma longa barba e marcas do tempo no corpo e na alma.

Como se soube o que aconteceu com cada estudante? Acontece que esse homem era um deles, e relatou tudo o que havia ocorrido. Tinham se passado cerca de 100 anos, durante os quais ele vagou dentro da Chincana, até que, no dia em que foi encontrado, ouviu ao longe uma missa e, guiado por esse som, chegou ao convento de Santo Domingo.

O homem entregou a espiga de milho de ouro (o famoso milho de ouro) ao convento, e em sua homenagem, ela foi utilizada como adorno dentro da igreja. Essa é a história mais conhecida em Cusco sobre a Chincana Grande, e graças a ela, surgiram muitas teorias que afirmam que a Chincana se conectava com todos os locais importantes de Cusco, e até mesmo com lugares mais distantes. Diz-se que os incas criaram essas catacumbas com um propósito estratégico durante as batalhas pela expansão de seu império.


Se você já reservou, ou está pensando em reservar nosso Free Tour para Sacsayhuamán, não hesite em perguntar aos nossos guias sobre essa história. Como mencionamos no início, para nós cusquenhos é quase uma obrigação conhecer essas lendas. Então não fique com a dúvida e venha viver essa história com a gente!

Histórias e lendas desconhecidas

Já te contamos as histórias e lendas mais conhecidas dos Andes peruanos, especialmente das áreas ao redor da cidade imperial de Cusco. No entanto, se pudéssemos te contar todas as histórias possíveis e imagináveis dessa cidade, deixa eu te dizer: nunca terminaríamos…

Mas fica tranquilo! Selecionamos os relatos mais chamativos e que, com certeza, vão te revelar muito mais do que imaginas.


O soldado que arrasta correntes

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Essa história é um pouco assustadora e também triste, pois está associada ao que os moradores chamam de “condenados”. Os condenados são considerados almas errantes que foram enviadas de volta do céu para a Terra, porque, segundo Deus, precisam terminar o que deixaram inacabado em vida. Só que, dessa vez, devem fazê-lo sem estarem vivos. O mais comum que se escuta sobre os condenados é que são pessoas que deixaram assuntos pendentes neste mundo.

Essa história foi contada pela minha mãe, e começa assim:

Há muito tempo, por volta dos anos 80, havia um jovem de poucos recursos que tentava sobreviver trabalhando como carregador. Infelizmente, o dinheiro que ganhava era usado para comprar álcool, consequência de uma infância difícil. Um dia, enquanto estava embriagado, foi levado à força por um grupo do exército da Quinta Brigada de Montanha de Cusco. Isso era comum na época, já que, por conta do governo, o serviço militar era obrigatório — ainda mais se você fosse uma pessoa sem documentos ou não estivesse na universidade.

O jovem foi treinado de forma rigorosa pelos instrutores e acabou se tornando um dos cadetes mais destacados da brigada. À noite, seus superiores sempre o encarregavam da vigilância noturna, devido à sua habilidade para lidar com situações, sua inteligência e lealdade à nação. No entanto, como em todo lugar, existia inveja e malícia — e esse caso não era exceção. Os companheiros do cadete sentiam ciúmes dos méritos que ele havia conquistado, então, para quebrar sua coragem e lealdade, decidiram esconder seu fuzil.

Esse ato, mais do que uma simples brincadeira, foi fatal. Uma das regras mais rígidas do exército é: se você perde o fuzil que está sob sua responsabilidade, receberá uma punição inesquecível. E levando em conta que, nos anos 80, o exército no Peru era muito mais severo e pouco compassivo, nem dá pra imaginar o castigo que aguardava o jovem.

Tomado pelo pânico, ele procurou o fuzil por todo lado, mas sem sucesso. No dia seguinte, ao se apresentar sem a arma, foi acorrentado e açoitado. Infelizmente, a punição foi tão severa que ele morreu em consequência das hemorragias causadas.

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"
Quartel Marechal Agustín Gamarra – Quinta Brigada de Montanha

Até hoje, conta-se que na Quinta Brigada de Montanha, nos arredores do complexo, se ouvem correntes sendo arrastadas. Segundo relatos de outros soldados, eles viram um homem fardado arrastando correntes nos braços, enquanto se escutavam pequenos soluços. Dizem que a alma do soldado sai todas as noites à procura do seu fuzil, e é por isso que se escuta o som das correntes.


As sereias de Huatanay

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"
Assim era o Rio Huatanay antes

Se você está visitando Cusco, provavelmente já foi ou quer ir até Huancaro, no distrito de Santiago. O lugar é conhecido principalmente por seu rio, o Huatanay, que hoje está seco e completamente poluído. Mas, há muito tempo, esse rio era belíssimo e tinha um fluxo de água considerável, chegando até a estrada.

Naquela época, falava-se sobre a existência de sereias — mas não aquelas mágicas que concedem vida eterna; essa história é bem diferente.

Quando o rio ainda tinha grande fluxo, Huancaro era famoso pelas suas picanterías, locais onde os moradores bebiam chicha de jora e voltavam para casa bem tarde. Dizem que as sereias atacavam justamente esses homens, pois eram mais fáceis de enganar. O ponto mais movimentado era a primeira ponte de Huancaro, por onde passavam os conhecidos “bêbados”. Antes de cruzar a ponte, escutavam a voz doce de uma mulher chamando por eles. Sob o efeito do álcool, rendiam-se ao encantador canto das sereias e, ao se aproximarem do parapeito, elas os agarravam pelo pescoço e os arrastavam para as profundezas do rio. Muitos desapareceram e nunca mais se soube deles.


Essa é uma pequena lenda sobre o rio Huatanay, que sem dúvida carrega muita história. Lembre-se: se passar por esse rio, não contribua com a poluição. Agora você tem mais um motivo para entender que todo lugar tem algo que o torna especial.


A Qhayqasqa: contos de San Jerónimo

Essa história é conhecida apenas pelos moradores do distrito de San Jerónimo:

Dizem que na área de Pata Pata existe um espírito maligno que assusta quem passa por lá, especialmente aqueles que tiram cochilos no local. Você pode estar se perguntando: “Cochilo? Por que alguém tiraria um cochilo no meio do mato?” Te explico: desde tempos antigos, pessoas que vivem em regiões como San Jerónimo ou em zonas afastadas da cidade costumam descansar nesses lugares depois de longas jornadas de trabalho.

Por isso mesmo, muitos moradores de Pata Pata foram vítimas desse espírito, porque, segundo dizem, descansaram em um lugar que pertence a outro ser… “A Qhayqasqa”. A seguir, te mostramos um curta-metragem sobre essa entidade:


Lembre-se que todo lugar tem algo especial — e alguns são sagrados para certos espíritos, como a Qhayqasqa. Se você invadir sua área de descanso, pode acabar sendo atormentado durante toda a sua viagem.

Fuja da história… Viva-a!

Se você é fã de mistério e terror, aqui vão algumas recomendações para uma experiência cheia de suspense. Só um detalhe: antes de fazer qualquer uma dessas atividades, certifique-se de estar acompanhado de um guia local ou de alguém experiente.


Cemitério da Almudena

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Cemitérios guardam as histórias daqueles que já se foram. Mas não tenha medo: durante o mês de outubro, especialmente no Halloween, são oferecidos passeios temáticos que você pode aproveitar em grupo. Essa é a nossa melhor recomendação. Aventurar-se sozinho pode te trazer uma surpresa… e não necessariamente boa.


Explore a Chincana pequena

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"

Se quiser experimentar um pouco do que viveram os três estudantes que se perderam na Chincana grande, te convidamos a explorar a Chincana pequena. Para isso, vá até Sacsayhuamán (horário: 6h às 18h) e siga até essa área. Nossa dica: faça o percurso sem lanternas, guiando-se pelas paredes. Fique tranquilo, a saída é fácil de encontrar. Mas evite entrar em pânico por causa da escuridão.

Se preferir curtir em grupo e com um guia, junte-se ao nosso Free Tour pela fortaleza de Sacsayhuamán para viver essa história ao vivo.


Visite o Templo de Santo Domingo

Mitos de Cusco: "Misterios que no te dejarán dormir"
Templo de Santo Domingo – foto tirada em 1972

Participe do nosso city tour por Cusco e descubra as histórias guardadas no Templo de Santo Domingo. Pergunte sobre a lenda que liga a Chincana grande a esse convento. Nossos guias vão te encantar com seus relatos.


Participe dos nossos Tours

Sabemos que há guias especializados que podem te levar pelos caminhos de Cusco, com suas ruas icônicas e tradições ancestrais. Mas a gente oferece algo a mais: além de profissionalismo, damos um atendimento caloroso e amigável a todos os nossos visitantes. Porque, se vocês não fossem nossos ouvintes e leitores, essas histórias ainda estariam trancadas a sete chaves.

Contemple e viva as maravilhosas tradições e histórias que Cusco tem pra te oferecer, com a gente ao seu lado!


Free Walking Tours Peru

Reserve agora nossos free tours conduzidos por guias profissionais, autorizados e especializados em Free tour Cusco, Free tour Lima e Free tour Arequipa, a reserva é gratuita.

O Peru é um país extraordinário e megadiverso que oferece uma ampla variedade de experiências turísticas por todo o seu território. Este lugar maravilhoso não se limita apenas a ruínas, sítios arqueológicos, construções antigas e paisagens incríveis; aqui, culturas com mais de mil anos de existência ainda respiram! Está se perguntando: “Mais de mil anos?”. — Sim, é isso mesmo!

Deixa eu te contar, meu amigo: o que foi dito acima é totalmente real! Essas culturas ainda vivem, e é graças ao povo peruano que elas não desapareceram.

A seguir, te mostramos algumas das incontáveis atividades turísticas que o “País dos Incas” tem a oferecer:

Turismo cultural

O Peru é considerado um dos principais destinos turísticos do mundo graças à sua riqueza cultural. Aqui floresceram civilizações antigas como os Wari, Chavín, Mochica, Nazca, entre outras.

A influência espanhola também faz parte dessa herança. Durante o período colonial, os espanhóis deixaram marcas que, mesmo não sendo culturas originárias, ajudam a contar a história antes e depois da sua chegada.

Turismo en Perú ¿Qué te ofrece Perú?
Dibujos que acompanham “La Primera Crónica y Buen Gobierno” de Guamán Poma de Ayala
  • Machu Picchu: Esta antiga cidade inca é um dos destinos arqueológicos mais famosos e enigmáticos do planeta. O simples fato de imaginar como os incas construíram uma cidadela no topo de uma montanha já nos deixa boquiabertos. Localizado a 2.430 metros acima do nível do mar, Machu Picchu cobre cerca de 35 mil hectares e inclui três montanhas: Machu Picchu, Huayna Picchu e Putucusi. As tecnologias usadas mostram claramente a habilidade dos incas, tudo isso sem tecnologia moderna. Um lugar que com certeza desperta nossa curiosidade! Explorar e aprender sobre as ruínas de Machu Picchu é uma experiência cultural inesquecível.
  • Cidade Histórica de Cusco: Antiga capital do Império Inca, Cusco é cheia de história e arquitetura colonial. Suas ruas, praças, igrejas e até seu povo guardam lendas e histórias que esperam por você. Não deixe de visitar a Plaza de Armas, a Catedral de Cusco e o templo Qoricancha.
  • Vale Sagrado dos Incas: Considerado o coração da serra peruana, se estende ao longo do rio Vilcanota – Urubamba. É uma região de grande riqueza agrícola e abriga importantes fortalezas incas. O Vale é cheio de misticismo, lendas e paisagens impressionantes. Destaques como Pisac (2.972 m) e Ollantaytambo (2.792 m) merecem sua visita.
  • Lago Titicaca: Localizado a 3.809 metros de altitude e com uma área de 8.372 km², o Lago Titicaca é a principal fonte de água doce permanente do país. É famoso por suas ilhas flutuantes – como Uros e Taquile – onde você pode viver experiências culturais autênticas com comunidades que ainda preservam tradições únicas.
  • Festivais e Celebrações: Participar de festas tradicionais é uma das melhores formas de vivenciar o Peru de forma genuína. Sinta o coração da cultura pulsando em você! Festas como o Inti Raymi (em Cusco), a Virgem da Candelária (em Puno) e a Virgem do Carmo (em Paucartambo) são eventos únicos — imperdíveis!
  • Linhas de Nazca: Localizadas a 450 km ao sul de Lima, em meio a um deserto árido, essas linhas formam enormes desenhos geométricos, espirais, labirintos e figuras de animais. Conhecidos como geoglifos, são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade. De perto, parecem simples desenhos, mas quando investigamos seus significados, percebemos como oferecem uma visão misteriosa e intrigante da civilização Nazca.

Turismo de aventura

Se fôssemos listar todas as atrações naturais que o Peru tem a oferecer, provavelmente nunca terminaríamos este blog… Mas não se preocupe! A seguir, vamos te mostrar algumas das atividades mais emocionantes que você pode fazer e onde realizá-las.

O Peru oferece uma ampla variedade de esportes de aventura. Aqui estão os mais populares:

  • Trekking até Machu Picchu: A caminhada até Machu Picchu é definitivamente cansativa, levando cerca de 3 horas. Mas, se você quiser tornar o desafio ainda mais interessante, tente fazer a famosa “Trilha Inca”! Essa trilha é super emocionante, porque não é feita em um único dia. Vai precisar de pelo menos uma semana livre, meu amigo! São cerca de 40 quilômetros a pé durante 4 dias, e nesse tempo você poderá observar a flora e fauna do Vale Sagrado dos Incas, como o urso-de-óculos e o famoso condor. A Trilha Inca é a mais conhecida, mas há outras opções, como a Trilha de Salkantay. Recomendamos fazer esse trajeto com um guia!
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  • Trekking no Cânion do Colca: O Cânion do Colca, localizado no departamento de Arequipa, dentro da Cordilheira dos Andes Ocidentais, e cuja profundidade chega a 4.160 metros; É um dos cânions mais profundos do mundo graças às suas formações rochosas causadas pelo tempo e pelas condições atmosféricas. Você já visitou o Grand Canyon? Bem, deixe-me dizer que o Cânion do Colca oferece vistas maravilhosas e, além de caminhar pelas trilhas do cânion, você terá a oportunidade de observar o famoso condor andino em pleno voo. Diga-me, o Grand Canyon tem esse pássaro exclusivo voando entre suas portas? Embarque nessa aventura em um passeio conosco!
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  • Escalada em Huaraz: Huaraz, na Cordilheira Branca, é um paraíso para os fãs de escalada em rocha e gelo. Localizada a 3052 metros de altitude, a cidade está cercada pelas Cordilheiras Branca e Negra. É conhecida por suas paisagens montanhosas impressionantes e trilhas desafiadoras, sendo o ponto de partida ideal para grandes trekkings.
  • Sandboard em Huacachina: Huacachina é um verdadeiro oásis no meio do deserto, localizado a apenas 5 km da praça principal de Ica. Suas enormes dunas de areia são perfeitas para a prática de sandboard. A paisagem única da região se formou devido à presença de lagoas costeiras que existiam antigamente.
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  • Rafting no rio Apurímac: O rio Apurímac nasce no Nevado Mismi, situado a 5597 metros de altitude. Ele separa os departamentos de Cusco e Apurímac e é conhecido por suas corredeiras emocionantes e paisagens deslumbrantes, ideais para quem ama esportes aquáticos.
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  • Parapente em Miraflores: Já imaginou ver o Oceano Pacífico do alto? Em Lima, o Malecón de Miraflores é um dos lugares mais populares para praticar parapente. Lá, você poderá sobrevoar os penhascos e apreciar vistas espetaculares da costa.
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  • Mountain bike em Moray: Moray, uma parte fundamental da engenharia inca, foi fortificada em meados do século XV e início do século XVI. Sua estrutura é baseada em uma série de quatro crateras de diferentes tamanhos, formadas por terraços circulares que foram construídos aproveitando a depressão natural do terreno. Este complexo é conhecido por seus terraços agrícolas circulares. Passeios de mountain bike nos arredores permitem observar este sítio arqueológico.
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  • Passeios de caiaque: No Peru, você pode fazer caiaque em rios e lagos da costa, dos Andes ou da Amazônia. A natureza ao redor oferece um cenário perfeito para relaxar e se conectar com a água.
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Aventura em Collona, ​​​​no canto nordeste de Arequipa

Natureza e Ecoturismo

O Peru é um destino ideal para o ecoturismo por sua grande diversidade de ecossistemas, vegetação e espécies animais. A seguir, apresentamos algumas das maravilhas naturais que você poderá encontrar:

Reserva Nacional de Paracas

Localizada na região de Ica, a Reserva Nacional de Paracas é uma das áreas naturais protegidas mais importantes do Peru. Fica na costa peruana, abrangendo as províncias de Pisco e Ica. É famosa por sua biodiversidade marinha e pela grande variedade de aves que habitam a região. A reserva cobre uma área de 335.000 hectares, sendo que aproximadamente 65% são ambientes marinhos.

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Flora

A vegetação da reserva é adaptada ao ambiente desértico e inclui espécies localizadas nas colinas e áreas costeiras elevadas. Além disso, há uma variedade de plantas marinhas.

Algumas das espécies que você pode encontrar incluem:

  • Orquídeas
  • Cactos
  • Tillandsias
  • Fitoplâncton

Fauna

Graças à diversidade de biótopos, a reserva é capaz de fornecer áreas vitais de alimentação, reprodução e abrigo para os animais que a habitam. Esses habitats incluem: corpos d’água próximos à costa, ravinas e penhascos, costões rochosos com formações rochosas, praias arenosas, planícies costeiras e elevações continentais.

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Entre os animais mais destacados estão:

  • Baleias com dentes
  • Lobos-marinhos
  • Lontras
  • Tartarugas marinhas
  • Grande variedade de aves, peixes e invertebrados

Na Reserva Nacional de Paracas, é possível fazer passeios de barco para observar lobos-marinhos, pinguins e aves migratórias.

Parque Nacional do Manu

Localizado entre os departamentos de Madre de Dios e Cusco, o Parque Nacional do Manu é uma das maiores áreas protegidas do mundo. Vai desde os 4000 metros de altitude na região de puna até os 300 metros da planície amazônica, cobrindo uma área de 1.532.806 hectares. Foi graças à sua rica biodiversidade que foi criado como parque em 29 de maio de 1973.

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Flora

O Parque Nacional de Manu é caracterizado por sua flora abundante, com aproximadamente 4.385 espécies de plantas. Isso graças à diversidade de pisos ecológicos que este parque oferece.

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Entre as espécies mais conhecidas, podemos destacar:

  • Bromélias
  • Flor de helicônia
  • Árvore da borracha
  • Orquídeas
  • Vitórias-régias
  • Flor do maracujá
  • Plantas medicinais
  • Escova-de-macaco
  • Entre outros

Fauna

O parque abriga mais de 160 espécies de mamíferos, 800 espécies de aves, 140 espécies de anfíbios, 50 espécies de cobras, 40 espécies de lagartos, 6 espécies de tartarugas, 3 espécies de jacarés e uma grande variedade de insetos.

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Entre os animais mais emblemáticos estão:

  • Onça-pintada (jaguatirica)
  • Lontra gigante
  • Jacaré-de-óculos
  • Anta
  • Tartaruga Taricaya
  • Macaco bugio vermelho
  • Entre outros

Reserva Nacional de Tambopata

Tambopata é considerada uma área natural protegida, localizada na Amazônia peruana, especificamente na região sudeste do departamento de Madre de Dios e com uma extensão geográfica de 274.690 hectares.

Esta reserva é conhecida como “A Capital da Biodiversidade” e é considerada lar de um grande número de espécies, como araras, capivaras e botos-cor-de-rosa. Você poderá participar de programas de observação de pássaros e caminhadas na selva.

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Flora e fauna

Quanto à sua flora e fauna, compartilha quase os mesmos espécimes daqueles da Reserva Nacional do Manu. As diferenças são que o Parque Nacional de Manu tem uma maior diversidade em termos de ecossistema, uma maior variedade de espécies, incluindo espécies de montanha e selva; Já a Reserva Nacional de Tambopata possui alta biodiversidade, concentra espécies emblemáticas da Amazônia e é muito mais acessível para atividades turísticas.

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Além de abrigar todas as espécies de araras, algumas espécies que diferenciam a Reserva Nacional de Tambopata do Parque Nacional do Manu são:

  • Jiboia esmeralda (Corallus caninus)
  • Cobra machaco (Bothriopsis bilineata)
  • Jiboia constritora (Boa constrictor)
  • Surucucu (Lachesis muta)

Outras recomendações e lugares

  • Trilhas nos Andes: Conheça a Cordilheira Branca, a Cordilheira Negra e a montanha Ausangate, que oferecem vistas incríveis e contato com a natureza intocada.
  • Ilhas Ballestas: Conhecidas como as “Galápagos do Peru”, estão localizadas em frente à Reserva Nacional de Paracas e abrigam uma grande quantidade de aves marinhas e lobos-marinhos. Passeios de barco oferecem a oportunidade de observar a vida marinha.
  • Santuário Nacional Lagunas de Mejía: Localizado na região de Arequipa, esse santuário é um importante habitat para aves migratórias e oferece belas paisagens naturais.

Turismo Gastronômico

Um dos elementos mais importantes do Peru é sua culinária, considerada parte do patrimônio imaterial do país. Atualmente, a gastronomia peruana está passando por um período de auge, sendo reconhecida internacionalmente como uma das mais sofisticadas e diversas do mundo.

Os pratos mais emblemáticos são o Ceviche, o Lomo Saltado, o Ají de Gallina, o Rocoto Relleno, entre muitos outros. A seguir, apresentamos um guia para que você possa se orientar melhor:

  • Mercados Locais: Explore mercados locais como o mercado de Surquillo em Lima, o mercado de San Pedro em Cusco, o mercado de San Camilo em Arequipa, entre outros. Recomendamos visitar os mercados, pois, no Peru, eles são centros de abastecimento onde você poderá ver uma infinidade de ingredientes de origem andina, costeira e amazônica. Além disso, é possível encontrar pratos típicos da região de forma muito mais rápida e econômica.
  • Aulas de Culinária: Restaurantes e algumas agências oferecem aulas de culinária, o que se transforma em uma experiência educativa e divertida. Nelas, você não apenas desfrutará da gastronomia peruana, como também aprenderá suas receitas e segredos. Não se preocupe se você não conhece os ingredientes comumente usados pelos peruanos – você poderá aprender a preparar pratos peruanos tradicionais com a orientação de chefs locais.
  • Rotas Gastronômicas: Algumas cidades, especialmente Lima, oferecem rotas gastronômicas que te levam por restaurantes, barracas de comida e lugares emblemáticos para provar uma grande variedade de pratos.
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  • Festivais Gastronômicos: O Peru celebra vários festivais gastronômicos ao longo do ano, como a Mistura em Lima, que reúne chefs, produtores e amantes da culinária de todo o país. Outro exemplo é o Corpus Christi em Cusco, ocasião em que se consome o famoso Chiri Uchu, prato característico deste festival.
  • Pisco, Degustação de Vinhos e Bebidas Tradicionais: Prove o Pisco, a bebida alcoólica peruana por excelência, e participe de degustações de vinhos para explorar a diversidade das regiões vitivinícolas peruanas. Você também pode conhecer uma das bebidas mais emblemáticas e naturais do sul: a Chicha de Jora, uma bebida típica das zonas altoandinas que, além do sabor único, carrega uma série de tradições que vêm desde a época incaica.
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  • Comida Regional: Explore a diversidade culinária nas diferentes regiões do Peru. Cada região tem suas especialidades e técnicas de preparo que refletem a variedade geográfica e cultural do país.
  • Comida de Rua: Não perca a chance de experimentar a comida de rua: Anticuchos, Tamales, Humitas, Empanadas, Picarones e outros petiscos deliciosos que você encontrará ao longo de toda a sua viagem pelo Peru.
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Comida de rua no circuito de Lima, uma experiência requintada ao ar livre

Turismo vivencial 

O turismo vivencial é uma atividade na qual você se envolve com a vida e as tradições das comunidades locais para aprender sobre sua cultura e costumes. Esta é uma seção importante, pois envolve o contato entre mais de uma cultura, onde se compartilham conhecimentos, experiências e tradições.

Entre as atividades que você pode realizar, considere as seguintes:

  • Hospedagem em comunidades locais: Em vez de se hospedar em hotéis convencionais, você pode ficar em casas de famílias locais situadas em áreas rurais ou em lugares exóticos como as ilhas do Lago Titicaca.
  • Participação em atividades locais: Os visitantes têm a oportunidade de participar das atividades cotidianas da comunidade, como agricultura, pesca, pecuária, artesanato, produção têxtil, culinária, entre outras.
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  • Oficinas artesanais: Você aprenderá diretamente com artesãos locais e poderá participar de oficinas onde conhecerá suas tradições, como a cerâmica e a confecção de tecidos.
  • Conexão com a natureza: Muitas experiências de turismo vivencial ocorrem em ambientes naturais, permitindo que os visitantes se conectem com a natureza e compreendam a relação entre a comunidade e seu entorno.

Turismo místico

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O turismo místico é considerado uma estratégia econômica cuja afinidade está voltada à tradição espiritual, sustentada pela valorização do que é indígena ou ancestral da natureza. Ele se manifesta quando os turistas participam de experiências especiais que vão além de um simples pacote turístico. Por isso, o principal atrativo do turismo místico é a energia imanente do lugar.

No Peru, o turismo místico está totalmente inserido nessas definições, sendo ainda mais relevante do ponto de vista econômico, já que é um dos poucos países do mundo onde se pode vivenciar esse tipo de experiência. A diversidade de atividades místicas é, sem dúvida, muito ampla. A seguir, mencionamos algumas que você pode vivenciar:


Pagamento à Terra

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É um ritual muito comum nas regiões andinas do Peru, realizado no primeiro dia de agosto e ao longo de todo o mês. Segundo experiências e histórias locais, acredita-se que nesta época a Pachamama (Mãe Terra) está sedenta e faminta. Por isso, ela é alimentada com os melhores produtos, para recuperar sua força e energia. Em troca, ela oferecerá proteção, alimentos, prosperidade e boas colheitas.

Ritual da Ayahuasca

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Esse ritual é mais comum nas regiões amazônicas do Peru. A Ayahuasca é considerada uma bebida medicinal, utilizada de forma terapêutica e de reabilitação, especialmente no tratamento de vícios. Isso explica sua popularização nos últimos anos, sobretudo na floresta amazônica peruana.

Rituales de sanación

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Já se sentiu mal sem motivo aparente? Tem a sensação de que as coisas não vão bem no trabalho, no amor ou na saúde? Então, esta seção pode te interessar. Nas regiões andinas do Peru, há crenças sobre males espirituais e energias negativas. Dizem que, às vezes, a inveja de outras pessoas pode afetar sua vida de maneira negativa, trazendo doenças, azar ou até feitiçarias. Há pessoas que não querem ver você ter sucesso, ou que têm inveja do que você conquistou, e essa inveja, especialmente no sul do Peru, traz consigo energias negativas, espíritos malignos, infortúnios para a vida e até mesmo bruxaria.

Por isso, existem os rituais de cura, realizados com plantas sagradas e animais que absorvem as energias negativas, limpando o espírito e afastando tudo o que há de ruim. Quem realiza esses rituais são os xamãs e, em alguns casos, os próprios moradores, já que é tradição no sul do Peru que pelo menos uma pessoa em cada família saiba praticar esses ritos.

Alguns dos elementos mais usados nesses rituais são: cuy (porquinho-da-índia) preto, alho, licores andinos, plantas locais, folhas de coca, entre outros. Anime-se a participar e afaste as energias negativas da sua vida!

A massagem com cuy

Essa é uma técnica terapêutica tradicional em que um curandeiro utiliza um cuy (porquinho-da-índia) para detectar doenças ou males internos – uma espécie de diagnóstico natural. O animal é passado pelo corpo do paciente e, ao final, após ser sacrificado, o curandeiro examina seus órgãos para identificar as possíveis anomalias do paciente. O cuy, nesse ritual, simboliza o reflexo do corpo e da energia do doente.

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Limpeza tradicional com cobaia, uma radiografia espiritual

Ritual do Qoyllur Rit’i

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Derivado da palavra quéchua qoyllority, que significa “estrela de neve”, este ritual é mais uma festividade religiosa da região de Cusco. Mistura crenças católicas com tradições andinas, rendendo culto tanto ao Apu Ausangate (espírito da montanha) quanto a Cristo. A cerimônia acontece na montanha Sinakara, uma das maiores do Peru e ponto de peregrinação para os mais devotos.

Se você quiser participar, seguem algumas recomendações:

  • Não vá sozinho, o ideal é ir em grupo para prevenir acidentes.
  • Leve mochila, botas de trilha e roupas térmicas, pois o frio é intenso.
  • Acompanhe os outros devotos com respeito e devoção, lembrando-se de que se trata de um lugar sagrado de peregrinação.

Perguntas Frequentes

Por que o Peru é um país turístico?       

Por várias razões que combinam sua rica história, diversidade cultural, belezas naturais e fama gastronômica. Entre os principais atrativos que fazem do Peru um destino tão procurado estão: seu patrimônio arqueológico, uma cultura viva e vibrante, uma culinária reconhecida mundialmente, além de paisagens variadas que vão desde florestas tropicais exuberantes até praias encantadoras. Há opções para todos os gostos — aventura, ecoturismo, festivais, tradições, hospitalidade peruana e uma profunda conexão com a natureza.

Em resumo, a combinação de todas essas características torna o Peru um destino turístico único.

Como está o turismo no Peru?

O Peru continua sendo um dos destinos turísticos mais desejados, embora a pandemia tenha afetado fortemente o setor. Desde 2021, o governo peruano implementou políticas de reativação econômica para impulsionar o turismo. Por isso, ao visitar o Peru, você encontrará novos destinos, além de diversas facilidades de acesso aos principais atrativos turísticos.

Quais são os lugares mais visitados do Peru

Um dos destinos mais visitados é Machu Picchu, considerada uma das joias arqueológicas mais emblemáticas do mundo. Essa antiga cidade inca é famosa por sua arquitetura impressionante e grande valor histórico e cultural.

Outros atrativos muito procurados no Peru incluem o Lago Titicaca, as Linhas de Nazca, o Cânion do Colca, a cidade de Cusco, o centro histórico de Lima e a maravilhosa Amazônia peruana.

O que o Peru tem de especial?

O que mais se destaca no Peru é sua diversidade. O país oferece uma impressionante variedade de biodiversidade, patrimônio arqueológico e cultural, além de uma gastronomia de renome internacional. O turismo no Peru é extremamente variado, com eventos e atrações para todos os gostos. E, acima de tudo, você será recebido com calor humano e hospitalidade, características marcantes do povo peruano.

Vale lembrar que o Peru possui 13 locais reconhecidos como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Quais são as maravilhas do Peru?

  • Machu Picchu
  • Líneas de Nazca
  • Cachoeira Gocta
  • Reserva Nacional de Tambopata
  • Parque Nacional do Manu
  • Lago Titicaca
  • Montanha das 7 Colores (Vinicunca)
  • Montanha Palccoyo
  • Lagoa Humantay
  • Vale Sagrado dos Incas
  • Trilha Inca (Camino Inca)
  • Salkantay — a montanha sagrada
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Desde o dia do nosso nascimento, os seres humanos têm uma característica que é responsável pelas bases do nosso conhecimento: a curiosidade. Por natureza, um dos nossos maiores hábitos é querer saber tudo, a origem de tudo, o porquê das coisas e até mesmo uma explicação para a própria vida. É por essa necessidade de querer conhecer mais que o homem iniciou sua expansão, saindo da sua zona de conforto em busca de novas explicações além do seu entendimento, capazes de saciar esse vazio de dúvida.

A Origem: Por que o homem viaja?

A origem da expansão do homem pode ser explicada provavelmente por algumas perguntas que tentam entender o motivo de o homem viajar: Um trabalhador sul-americano em busca de novas oportunidades? Um aventureiro alpinista em busca de novos desafios? Um historiador em busca de culturas que ainda respiram? Essas suposições não parecem tão descabidas, pois a expansão do homem que abandona seu território de origem é justificada por explicações que não se afastam de nossas hipóteses, e entre elas estão: o comércio, a troca de produtos, invasões, guerras e até mesmo o lazer; como na Grécia, onde se viajava para observar os jogos olímpicos. Os motivos para justificar essas viagens não podem ser limitados a uma única lista, pois isso aconteceu de forma empírica e continua acontecendo até hoje.

Por que o turismo é reconhecido mundialmente?

O que simboliza o turismo para o mundo todo? Não se sabe com exatidão quando e a que custo foi vendido o primeiro pacote turístico, mas sabe-se que desde a Revolução Francesa foi registrada a maior quantidade de saídas de viagens dentro e fora dos territórios envolvidos. Por outro lado, as viagens de lazer começaram a ser mais frequentes graças ao desenvolvimento de novas formas de transporte e infraestrutura, como por exemplo os locais de descanso (hotéis, pousadas, albergues, etc.) e as novas formas de viajar (aerolíneas, ônibus, barcos, etc.). O turismo tem grande importância por ser um impulsionador do desenvolvimento econômico, capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas que o praticam.

É graças a tudo o que foi mencionado anteriormente que a ONU (Organização das Nações Unidas) criou a OMT (Organização Mundial do Turismo) e, em 1980, buscando reconhecer a importância do turismo, propôs celebrar o Dia Mundial do Turismo todo 27 de setembro. No entanto, essa data não foi escolhida sem razão; o motivo pelo qual essa data foi escolhida é que ela coincide com o final da alta temporada turística no hemisfério norte e o início da temporada no hemisfério sul.

Turismo no Peru

De acordo com Roberto Sánchez Palomino (Ministro de Comércio Exterior e Turismo) em conjunto com o Observatório Turístico do Peru, o turismo representa “a maior fonte de receita capaz de superar o valor das exportações do setor primário“, ficando 22% acima da receita obtida com a venda de produtos energéticos como o gás e o petróleo, cujo destino foi o exterior do território peruano.

O turismo tem a capacidade de gerar receitas econômicas em pouco tempo, algo que já pôde ser percebido há muito tempo. Por outro lado, é importante reconhecer que a pandemia de COVID-19 representou um alerta para as atividades turísticas, paralisando-as completamente. No entanto, com o fim da pandemia e a normalização das atividades em nível global, as atividades turísticas recuperaram sua essência, gerando novamente empregos para pessoas técnicas e empíricas que buscam melhorar sua qualidade de vida, assim como o despertar de aventureiros que buscam descobrir novos desafios.

É devido ao que foi mencionado no parágrafo anterior que, no Peru, estão sendo “reativados” os diferentes tipos de turismo existentes anteriormente, tipos que surgiram devido às diferenças geográficas, centros arqueológicos e intervenções de agentes externos como ONGs que desenvolveram projetos sociais para a inserção de famílias de baixa renda no mercado turístico, sendo os mais conhecidos: o turismo tradicional, o turismo de aventura, o turismo vivencial, entre outros.

Os centros arqueológicos que o Peru possui mostram aos seus visitantes, sejam nacionais ou estrangeiros, a finesse que representa a combinação da infraestrutura com a paisagem ao redor, além do misticismo deixado por nossos ancestrais em sua cosmologia, cosmogonia e vida.

Esses centros arqueológicos são extremamente importantes, pois, embora nem todos sejam considerados Patrimônio da Humanidade, representam mais do que simples paisagens; eles nos mostram sua cultura e história, plasmadas em suas paredes e estruturas. Entre eles estão o Santuário Histórico de Machu Picchu, o Centro Histórico de Cusco, o Parque Nacional Huascarán, o Centro Arqueológico Chavín, o Centro Histórico de Lima, o Parque Nacional do Manu, o Centro Histórico da Cidade Branca (Arequipa), a Cidade Sagrada de Caral (Supe), o Qhapaq Ñan e muitos outros destinos que representam os enigmas e maravilhas do Peru.

Atualmente, o turismo no Peru teve que passar por variações para sua reativação, priorizando os protocolos de biossegurança. Em busca de uma solução, o Estado peruano concede selos de Safe Travels, considerados uma garantia para os viajantes nacionais e estrangeiros. Isso foi feito com o propósito de exercer pressão por meio do Ministério de Comércio Exterior e Turismo.

Conclusões

Toda empresa, grande, média ou pequena, que se desenvolva no setor turístico dentro do Peru, tem o compromisso de continuar trabalhando e melhorando por meio de uma competição e colaboração com artesãos, técnicos, especialistas e cidadãos. Esse compromisso não é apenas para gerar receitas econômicas, mas também tem a responsabilidade de oferecer experiências satisfatórias a cada visitante.

Conscientes de que o turismo não oferece um produto, mas sim um serviço, podemos afirmar que este serviço tem um grau de importância maior, pois é com base nele que o cliente avaliará a qualidade do atendimento e a experiência obtida, o que servirá para conversas entre amigos e familiares. Serão experiências breves ou temporárias, mas que durarão uma vida inteira nas memórias dos viajantes e nas histórias que contarão a seus netos, pois o ato de viajar nos deixa isso: experiências que ficam ao longo de nossas vidas.

Feliz Dia Mundial do Turismo!


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Nossa curiosidade pelo descobrimento de novas maravilhas naturais nos levou por caminhos que mantêm viva nossa fome de aventura, no entanto, ainda nos falta muito a descobrir…

Os ambientes naturais que cercam o departamento de Cusco, até hoje, continuam a conceder calor e cor ao nosso ecossistema, e ainda mais se nos referirmos a lagos e fontes de água que, além do nome que lhes é atribuído, são fontes indispensáveis de vida que enriquecem a terra.

Uma maravilha pertencente ao Vale Sagrado dos Incas (Cusco), da qual se sabe muito pouco, é a lagoa de Marhuay, localizada no distrito de Coya, na província de Calca. Não se tem muita informação sobre a lagoa, no entanto, ela abriga uma rica fauna selvagem, assim como uma vista espetacular.

Localizada a 4.331 metros acima do nível do mar, fazendo parte de um vale glaciar interandino oriental, a lagoa de Marhuay abriga vizcachas, huallatas (conhecidas localmente como gansos andinos) e alguns camélidos, que costumam ser atraídos pela vegetação característica dessas zonas altas andinas.

Um pouco sobre sua flora ambiental

Nas regiões alto-andinas e, em particular, em Marhuay, sabe-se que a cobertura vegetal é em sua maioria composta por “Ichu“, uma planta que está presente há milhares de anos e continua a ser encontrada até hoje. Entre outros componentes da flora vegetal, destacam-se a quinoa, kiwicha, cañihua e outros grãos andinos que fazem parte dessas zonas. No entanto, o ichu é um dos componentes predominantes nas regiões alto-andinas e, assim como as plantas mencionadas, é capaz de sobreviver em climas extremos e altitudes extremamente elevadas devido ao seu poder adaptativo, o que o torna uma rica fonte de alimento para os animais que vivem ao redor da lagoa de Marhuay. Além disso, o ichu é considerado uma erva perene cujas folhas são finas e duras, o que permite que ela funcione como um isolante térmico, oferecendo proteção contra o frio e servindo como um refúgio para os animais que habitam a zona alto-andina de Marhuay.

Sua fauna: nem lenta, nem preguiçosa

O que vem à mente quando nos fazemos a pergunta sobre se essas espécies são decididas e não têm medo?

O mundo está repleto de bestas e animais dóceis que, por instinto, se regem pelo temor. Então, por que nos damos ao luxo de catalogar a fauna alto-andina como um grupo que segue seus instintos, mas não se deixa dominar pelo medo?

A resposta é simples: a mudança e a adaptação são fatores que determinam a sobrevivência de uma determinada espécie. E ao nos referirmos à fauna presente nas zonas alto-andinas, falamos de animais cujo histórico evidencia uma grande capacidade de adaptação à baixa pressão atmosférica e temperaturas próximas de 0 graus. Na lagoa de Marhuay, especificamente, coexistem animais como vicuñas, guanacos, alpacas, vizcachas, huallatas, tarukas, pumas andinos, o famoso condor andino, entre outros, que foram capazes de se adaptar ao clima extremo que atinge o vale glaciar interandino. Por essa razão, podemos dizer que esses animais não possuem medo e, mais do que medo, sua capacidade de adaptação é o que os define e, ao mesmo tempo, lhes dá a oportunidade de sobreviver em lagos como o de Marhuay. Isso nos mostra que é possível encontrar vida em lugares como esse, o que se torna um atrativo que representa a sobrevivência e incentiva os aventureiros a praticarem o turismo de sobrevivência.

Estabelecer uma conversa com uma lagoa que não fala: é possível?

Parece pouco convincente estabelecer uma conversa com um lugar que, aos nossos olhos, carece de vida, além do fato de não falarmos a língua de um puma, um camélido ou das aves que habitam a lagoa de Marhuay. No entanto, é possível realizar tais feitos, que à primeira vista soam como metáforas, mas vão além disso. Nós vamos te ensinar como realizar tal façanha, basta ter em mente as seguintes formas de fazê-lo:

Conheça a cultura viva sobre a lagoa de Marhuay

Esta parte é extremamente importante, pois a cultura é a voz dos muros, das rochas, das montanhas, dos lagos, das lagoas, dos animais; e que melhor maneira de aprender sobre isso do que conhecendo nossos semelhantes de diferentes culturas, que se desenvolveram ao longo do tempo. Especificamente, na lagoa de Marhuay, temos os moradores da Comunidade Amaru, pessoas que convivem com a natureza e o ambiente, e até hoje continuam preservando os costumes e hábitos que os mantêm em pleno contato com a lagoa de Marhuay.

Essa comunidade é conhecida por sua habilidade em tecelagem, e seus membros são amáveis e dispostos a ensinar suas tradições e habilidades aos turistas e aos aventureiros que visitam a região. Você terá uma grande experiência!

Conheça: Qual é a sua cultura teísta?

No sul do Peru, a maior parte das culturas são teístas, pois acreditam em uma divindade ou até em várias. No Vale Sagrado dos Incas, algumas divindades sagradas são veneradas, como o Deus Sol Inti e a Pachamama (mãe terra), porém, existem outras que, além de serem divindades, são consideradas guardiãs. Geralmente, essas guardiãs são as imponentes montanhas que cercam as lagoas. Aqueles que estão relacionados à lagoa de Marhuay e à comunidade de Amaru são o Apu Pitusiray, Sawasiray e o Huanacaure, sendo o Huanacaure o mais importante para a comunidade de Amaru.

Há muito tempo, o Huanacaure é considerado um espírito protetor das pessoas, do gado e das plantações; e não é surpreendente que ainda seja cultuado, pois continua sendo o protetor, mais do que de tudo o que foi mencionado, dos lugares que conferem majestade e vida ao próprio cenário do vale sagrado.

Esses espíritos protetores estão situados perto das lagoas, e vale lembrar que a lagoa de Marhuay abriga uma imponente montanha, que está muito próxima à comunidade de Amaru, conquistando o respeito e a devoção de seus habitantes.

Pitusiray e Sawasiray

O Apu Pitusiray é considerado um espírito sagrado que representa uma montanha, a qual possui 4.991 metros de altura e está localizada na cordilheira de Urubamba, mais especificamente no Distrito de Calca. A relação que mantém com a lagoa de Marhuay é a extensão que vai até a montanha de Sawasiray, abrangendo o vale glaciar interandino. Assim como o Apu Pitusiray, Sawasiray é importante há muito tempo, pois ambos são benfeitores dos produtos agrícolas e também protegem a fertilidade da terra, o plantio, a colheita, e por isso até hoje recebem tributos. Os próprios camponeses rurais codificam o milho utilizando esses espíritos protetores, onde sawasira é o milho branco e pitusira é o milho amarelo. Por essa razão, também se diz que Pitusiray e Sawasiray são protetores do milho.

Uma representação do amor trágico entre Pitusiray e Sawasiray

Você se animaria a visitar este lugar? Aqui está como chegar

Se você estiver na cidade imperial de Cusco, siga os seguintes passos:

  • A partir da Plaza Mayor de Cusco, como ponto de partida, vá até a rua Puputi (8 minutos de carro e 30 minutos a pé) e procure pelo terminal de ônibus para Urubamba. Não se preocupe com os horários de saída dos ônibus, pois eles geralmente partem durante todo o dia, a cada hora.
  • Lembre-se de que esses ônibus não vão diretamente ao destino. Você precisará informar ao motorista o seu destino, que neste caso será Coya, e a viagem levará cerca de 1 hora e 30 minutos.
  • Já no distrito de Coya, você pode pegar um carro particular com direção à lagoa de Marhuay. Lembre-se de que o carro deve ser adequado para a região (preferencialmente uma caminhonete), pois a estrada não é asfaltada. A viagem levará cerca de 1 hora ou mais, dependendo do tipo de transporte e das condições da estrada.

Mapa de rota satelital até a lagoa de Marhuay

  • Depois de aproveitar a vista e o passeio pela lagoa de Marhuay, se você quiser conhecer a comunidade de Amaru, será necessário fazer uma caminhada em direção ao sudoeste, o que levará cerca de 30 a 45 minutos. Você saberá que está perto da comunidade Amaru quando encontrar uma antiga capela abandonada. Ao chegar neste ponto, continue em direção ao leste, seguindo o caminho.

A Antiga Capela Abandonada na comunidade de Amaru

Levando em conta esses passos, aproveite essa viagem. A caminhada será um pouco cansativa, mas valerá a pena. Procure ser gentil com a natureza e respeitar o ambiente ao longo do caminho.

Recomendações de Viagem

  • Durante os meses de abril, maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro, é muito mais recomendável viajar, pois o clima é mais equilibrado.
  • É aconselhável levar roupas térmicas, pois as temperaturas são extremamente baixas. Lembre-se de usar botas, mochila e acessórios de montanha.
  • Leve consigo água e alimentos energéticos, pois o percurso será cansativo. De preferência, leve alimentos leves e que não causem sensação de peso durante a viagem.
  • Ao chegar à lagoa de Marhuay, esteja atento às rotas marcadas e aos trilhos. Procure ir acompanhado de alguém experiente e que conheça bem a região.
  • Aproveite para tirar as melhores fotos, pois você estará diante de uma vista espetacular e majestosa.
  • Evite poluir a lagoa e as áreas ao redor e procure seguir as sinalizações e regulamentos para garantir uma viagem harmoniosa.
  • Se desejar chegar à comunidade de Amaru, tenha em mente que a caminhada será longa e é recomendável ir acompanhado de um guia ou pessoal capacitado.
  • Ao chegar à comunidade de Amaru, seja gentil com seus moradores, pois não é uma comunidade muito grande, e você estará em um ambiente familiar.
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Localizado no extremo sul de Ayacucho e a uma altitude de 3273 metros acima do nível do mar, o Lago Parinacochas é um dos poucos lagos naturais que ainda guarda informações exclusivas sobre as variações climáticas do passado. Hoje em dia, é considerado uma área prioritária para a conservação de aves, como os flamencos de James, os flamencos andinos e até alguns flamencos vindos do Chile. Se nos basearmos em sua origem etimológica, o nome atribuído a esse lago vem da palavra “parina”, e em Quechua, “parinacochas” significa “lago das parihuanas”, pois grandes bandos dessas aves fazem seus ninhos nas águas rasas do lago. Em relação à sua distribuição geográfica, o lago é rodeado por tolares, gramados nas áreas não inundáveis, pequenos riachos que desaguam nele e margens esbranquiçadas pela acumulação de sal. No entanto, um dos maiores atrativos visuais é o imponente nevado Sara Sara, localizado na cadeia vulcânica do Pleistoceno-Holoceno do sul peruano, que confere uma majestade única a este lago.

Natureza que respira magia

Cada maravilha no mundo possui um símbolo que a representa, um elemento que a distingue e uma marca única que realça a beleza que irradia diante de nossos olhos. Agora, este lago peculiar traz consigo uma variedade de características que o tornam único aos olhos de quem o observa, incitando os amantes da natureza a se aventurarem além do conhecido. Conheça mais sobre o lago Parinacochas:

Onde os andes se encontram com o céu

Você percebeu a beleza do Lago Parinacochas ao entrar neste blog? Com certeza, percebeu o quão maravilhoso é um pôr do sol nesse lago, pois o que dá esse toque especial é o imponente Nevado Sara Sara, que com seus 5505 metros de altitude, se ergue majestoso sobre o lago, dando a impressão de tocar o céu. E isso sem contar as belas manhãs do sul do Peru, que frequentemente vêm acompanhadas de névoa, proporcionando uma vista deslumbrante, com a sensação de estar tocando o céu, misturando suas montanhas em um mar de nuvens.

O canto do lago ao ritmo dos “guardians de asas cor-de-rosa”

É normal para muitos de nós acordar pela manhã ao som do despertador, que se torna algo irritante. Agora, imagine trocar sua rotina por algo mais natural e prazeroso: despertar com a melodia de um lago. Isso é totalmente possível, e tudo graças ao Lago Parinacochas, que é uma das áreas mais úmidas da América do Sul, tornando muito mais provável encontrar as três espécies de flamengo mencionadas anteriormente (flamengos de James, flamengos andinos e flamengos do Chile), sendo sua abundância ainda maior durante o inverno. Geralmente, esses flamengos se reproduzem nas zonas salinas do lago, construindo ninhos de barro com formato semi-cônico, sendo a base superior o local onde essas aves depositam seus ovos.

A melodia que ressoa no lago e nas áreas ao redor traz aquele toque de satisfação e tranquilidade ambiental, fazendo com que apreciar a beleza deste cenário se torne uma verdadeira obra de música natural.

Cores e reflexos únicos

Uma paisagem natural se enriquece ainda mais quanto maior for a intensidade das cores ao seu redor. O Lago Parinacochas não possui uma cor definida, além de suas águas cristalinas. Pelo contrário, ele adota as cores do ambiente ao seu redor, proporcionando um efeito refletivo do clima, das estações e das horas do dia. Pode ser, pela manhã, um pouco acinzentado devido à névoa, azul durante o meio-dia graças ao espaço ao seu redor, e um deslumbrante tom laranja ao entardecer. E, acompanhado pelo imponente Nevado Sara Sara, oferece uma vista espetacular, tanto para nossos olhos quanto para a superfície do lago.

Misticismo e lenda sob as águas

Cada lugar no mundo possui uma explicação científica, mas lembre-se de que o Peru não se enriquece apenas com informações científicas, as lendas, mitos e histórias é que conferem uma sabor especial à sua atratividade. O Lago Parinacochas se alimenta de histórias que explicam sua origem e a relação que mantém com os seres vivos que habitam o local. Além disso, a presença das parihuanas torna ainda mais fascinantes os relatos sobre esse lago.

A lenda: o encontro de Coropuna e Sayachipa

Aconteceu na planície de Parinacochas, onde a deusa Coropuna, mais conhecida por sua beleza e sabedoria, estava lavando roupas em um riacho enquanto entoava uma canção, tudo isso na planície de Parinacochas. Enquanto ela realizava essa atividade, um pequeno deus guerreiro, Sayachipa, a observava com admiração à distância e, com um toque travesso, atirava pequenas pedras de ouro como sinal de seu amor.

Coropuna, surpresa, mas ao mesmo tempo irritada, se aproximou da colina de onde provinham as pepitas e encontrou Sayachipa. O pequeno guerreiro se apresentou como súdito do Apu Sara Sara, o poderoso protetor da região, e embora Coropuna o repreendesse por sua ousadia e o advertisse sobre o poderoso Sara Sara, Sayachipa, sem medo, declarou seu amor, mantendo-se firme e disposto a enfrentar o Sara Sara.

Quando o Apu Sara Sara soube do ocorrido, procurou furioso por Sayachipa, pois também amava Coropuna. Assim, se deu um confronto no qual Sayachipa não retrocedeu, apesar das feridas causadas por Sara Sara, até que Coropuna interveio, salvando a vida de Sayachipa. No dia seguinte, Coropuna voltou ao local onde lavava e encontrou um lago impressionante, que para sua surpresa, havia se formado pelas lágrimas de Sara Sara, resultado da dor provocada pela batalha e pelo amor não correspondido de Coropuna. Coropuna, sendo uma grande vidente, profetizou a chegada de guardiões de asas rosadas, que seriam os futuros ancestrais da região.

Foi graças à coragem de Sayachipa, à intervenção de Coropuna e às lágrimas do Apu Sara Sara que o Lago Parinacochas se encheu de vida.

O Nevado de Sara Sara: o guardião que descansa

No coração do departamento de Ayacucho, a montanha Sara Sara se ergue imponentemente, cobrindo toda a extensão da paisagem com seu majestoso nevado. Este nevado não é apenas uma maravilha natural, mas também é conhecido como um pilar cultural e espiritual para a comunidade da região. Os povos que habitam aos pés dessa montanha o consideram um Apu sagrado, um espírito protetor que vela pela terra e pelos seres vivos que nela habitam.

O Nevado Sara Sara é uma montanha carregada de histórias e simbolismos. De acordo com as crenças locais, esse colosso dos Andes é habitado por forças divinas que têm influência sobre tudo o que ocorre nos arredores. Também é conhecido por sua capacidade de manter um domínio incontestável sobre o clima e as mudanças em sua aparência, como as intensas nevascas ou as chuvas repentinas. Estes últimos são frequentemente interpretados como sinais dos desejos e ações dos deuses.

O Lago Parinacochas, formado pelas lágrimas do Apu Sara Sara, é considerado um local de fertilidade que traz prosperidade e abundância às terras vizinhas, graças à bênção divina.

Visão satélite do Nevado Sara Sara, uma imponente montanha sobre o Lago Parinacochas

O que fazer em Parinacochas?

Está animado para conhecer um dos cantos mais atraentes e frios do Peru? Se você é uma alma aventureira, aqui estão algumas recomendações do que fazer em Parinacochas.

Capture a plenitude do momento

Desfrute da maravilhosa vista que o Lago Parinacochas oferece da sua superfície, respire profundamente e capture o momento com a lente do seu coração. Se quiser levar para casa uma grande lembrança desse lugar, visite o mirante do Lago Parinacochas, onde você poderá tirar fotos incríveis.

Descubra a história que envolve o Lago Parinacochas

Tudo neste mundo tem algo a contar, então não se limite a apenas tirar fotos, ¡explore os arredores do lago e descubra quem o habita!

Dirija-se para o sudoeste, partindo da comunidade de Untuco através da estrada principal, e descubra um dos locais históricos que cercam este lago: o monumento arqueológico Incahuasi, pertencente ao distrito de Pullo, localizado na zona norte do Lago Parinacochas. O acesso a esse complexo arqueológico é feito pela estrada principal, por isso não será difícil chegar.

Explore os outros lugares ao redor do lago, este lugar ainda tem surpresas para você. É possível que você encontre alguns ninhos de parihuanas, que geralmente são construídos nas zonas salinas, assim como pode descobrir lindas áreas verdes com vistas fascinantes, como a fazenda Chipilupampa.

Visite centros populacionais pitorescos

Você já explorou o lago, mas ainda há muito mais por descobrir se tem um espírito aventureiro. Caso tenha ficado sem provisões, existem alguns centros populacionais onde você pode se reabastecer. Abaixo, mostramos os centros mais próximos ao Lago Parinacochas:

  • O centro populacional de Tarco, localizado a oeste do Lago Parinacochas, dispõe de lojas de suprimentos e, em caso de emergência, um centro de atendimento médico.
  • O centro populacional de Untuco, localizado ao norte do Lago Parinacochas, oferece alguns produtos de abastecimento, conta com uma capela e é possível encontrar um ponto de aluguel de motos. Além disso, você pode aproveitar sua estadia nesse local, pois os moradores realizam uma magnífica dança cerimonial de tesouras.
  • O centro populacional de Yuracchuasi, localizado ao norte do Lago Parinacochas, está bem mais estruturado. Você pode encontrar alguns restaurantes, oficinas mecânicas para motos e conserto de motores, farmácias, comida artesanal, mercearias e uma igreja.
  • Centro populacional de Colloni, localizado ao nordeste do lago, oferece uma estadia majestosa, pois da praça principal é possível apreciar o Nevado Sara Sara. Este lugar dispõe de alguns comércios e um ou outro restaurante.

Caminhada até o Nevado de Sara Sara

Está pronto para se aventurar além de uma simples vista deslumbrante? Aqui começa a sua jornada pelas montanhas, em direção àquele que protege o Lago Parinacochas, o Nevado Sara Sara.

Tenha em mente que, para chegar lá, você deve ter passado pelo centro populacional de Colloni, pegar a rota de ônibus ou carro até o centro populacional de Incuyo, cuja extensão é muito maior que os centros mencionados anteriormente e oferece uma maior variedade de serviços locais e turísticos. Portanto, você pode fazer uma parada aqui se não tiver recursos suficientes para a sua aventura. Partindo de Incuyo, você atravessará os módulos lácteos de Danlé e, depois disso, deve seguir para a comunidade de Cayarac, onde começam as encostas do Nevado Sara Sara e onde a sua jornada tem início. A partir desse ponto, acompanhado de um guia, você pode iniciar a caminhada e conhecer mais sobre o Nevado Sara Sara.

Vista dos módulos lácteos Danlé durante o trajeto até o Nevado Sara Sara

Praça do centro populacional de Cayarac, início da travessia até o Nevado Sara Sara

Vista do Nevado Sara Sara a partir da comunidade de Cayarac

Conecte-se com a montanha, um close de como o Nevado Sara Sara se vê

Surcando os limites das montanhas com um pé no céu, Caminhada pelo Nevado Sara Sara

Como chegar?

Para chegar a Parinacochas, primeiramente você deve estar na cidade de Ayacucho e, a partir daí, começará o seu percurso, tendo duas opções de viagem:

  • Primeira opção de viagem (de ônibus, 14 horas): Você deve ir até o terminal terrestre Los Libertadores de América e reservar ou comprar uma passagem para Ica (a empresa de transporte mais recomendada é o Grupo Palomino), o que levará cerca de 5 horas e 30 minutos. Já em Ica, você deve comprar um bilhete de ônibus (recomendamos a empresa Romeliza) com destino a Chala, o que levará aproximadamente 5 horas e 14 minutos. Finalmente, você deve pegar um táxi com direção ao Lago Parinacochas, o que levará cerca de 2 horas e 30 minutos. Esta alternativa é para quem deseja economizar na viagem.
  • Segunda opção de viagem (de carro, 7 horas): Você pode solicitar os serviços de um carro privado, recomendamos que se dirija ao terminal terrestre ou faça uma reserva virtual. A viagem será direta e o tempo de chegada será menor, no entanto, o custo da viagem será muito mais elevado em comparação com a viagem de ônibus.

Já no Lago Parinacochas, você poderá fazer o percurso e visitar os lugares mencionados anteriormente.

Algumas recomendações durante sua viagem

  • Tente levar roupas suficientemente quentes, pois você estará entrando em áreas extremamente frias. Leve uma mochila, botas de escalada, alimentos energéticos e leves, água e outros suprimentos necessários para a sua viagem.
  • Evite contaminar qualquer área que visitar. Lembre-se de que esses lugares são naturais e há animais que podem ser afetados.
  • Durante o percurso, é recomendável estar acompanhado de um guia local ou um especialista que possa esclarecer suas dúvidas e zelar pela sua segurança.
  • Se você está disposto a realizar a expedição ao Nevado Sara Sara, leve os suprimentos necessários para sua viagem e procure não se aventurar sozinho. Realize essas atividades acompanhado de alguém com experiência no local ou de um guia local.
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